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A saúde brasileira tem remédio!

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O Brasil gasta em saúde o equivalente aos países desenvolvidos em porcentagem do PIB. Resta melhorar a gestão dos serviços.



Veja algumas manchetes das últimas semanas relativas ao sistema de saúde no país:
“Pacientes esperam 256 dias para marcar uma consulta com médico especialista no sistema público na cidade de São Paulo”. Na cidade mais rica do país, os pacientes aguardam meses para marcar uma consulta e esperam anos para realizar uma cirurgia.
“Planos de saúde dificultam o acesso de novos participantes pessoas físicas”.

Os planos de saúde individuais têm um controle de preços por parte do governo enquanto os planos coletivos são reajustados livremente. E seus preços têm crescido muito acima da inflação. Os planos parecem querer empurrar todos para os planos em que não há controles. E mais, as coberturas parecem ficar cada vez mais restritas.
“Saúde tem a pior avaliação com mais de 50%”. Pessoas consultadas em São Paulo respondem que a saúde é de longe o maior objeto de preocupação. Em seguida, vêm educação e corrupção. A segurança aparece com cerca de 5%. Em outros estados, a situação é semelhante, com a saúde tendo a pior avaliação.

Soma-se a isso as notíciais de corredores de pronto-atendimento lotados, pessoas morrendo nas portas de hospitais sem atendimento, ambulâncias que não podem ser utilizadas por falta de macas que se tornaram leitos móveis em corredores, pronto-atendimento da Santa Casa de São Paulo fechada por cerca de 30 horas, medicamentos jogados fora por terem superado os prazos de validade etc. São tantas e tão trágicas notícias que podemos parar por aqui.

De modo geral, há uma noção enraizada de que há falta de recursos. Reclama-se de tudo. De que não há pessoal, não há equipamentos, não há instalações, não há medicamentos.

Mas as causas são muito mais profundas. O Brasil gasta o equivalente aos países desenvolvidos em termos proporcionais do PIB, mas com resultados muito inferiores. Então, como se explica o fato do país empregar uma vasta quantidade de recursos para resultados tão pífios?
Simples. Há uma péssima gestão dos serviços que inviabiliza uma utilização adequada dos recursos existentes.

O que fazer então? Também simples, mas muito difícil. Transformar o sistema de gestão da saúde.
Não, não se trata de fazer todas as lideranças do setor passarem por um MBA tradicional. Isso terá pouco resultado prático, ao menos da maneira como esses cursos estão organizados hoje.

A alternativa que vem sendo adotada por um pequeno número de hospitais, ainda em caráter incipiente no Brasil e mais extensamente em outros países, é a adoção da gestão lean, que tem sido amplamente utilizada em vários setores da indústria e mais recentemente no setor de serviços.

Mas isso só vai acontecer se tivermos lideranças que façam algo diferente que trará resultado melhores. É o caso do Dr. Carlos Frederico Pinto, que nos últimos anos vem trabalhando com os colaboradores de clínicas de oncologia no Vale do Paraíba, em São Paulo.

Essa experiência aumentou significativamente o volume de atendimento, em alguns casos multiplicados por três, melhorou a segurança dos pacientes e colaboradores, reduzindo dramaticamente os erros e quase erros, e aumentou a satisfação dos pacientes, familiares e colaboradores. E isso utilizando os mesmos recursos existentes, mas transformando substancialmente a maneira de trabalhar e de gerenciar os serviços médicos.
Isso mostra que a saúde tem remédio. São novas práticas de trabalho e o novo sistema de gestão lean.

Essa experiência inicial foi documentada no livro “Em Busca do Cuidado Perfeito - aplicando lean na saúde”, cujo lançamento ocorrerá na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional em São Paulo, na próxima segunda-feira, dia 25, às 19h.

Fonte: epocanegocios.globo.com
Autor: José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil

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